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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Chegando aos sessenta e sete

                                                                                               

Acordei antes das cinco horas, estava escuro, saí para regar a horta e satisfeito acompanhei o crescimento do coentro, cebolinha, rúcula e manjericão. Preocupei-me com a salsinha que semeamos e ainda não deu sinal de vida! Depois de molhar o depósito da compostagem preparei-me para tirar o carro da garagem e ir apanhar a dona Dilma, cuidadora da minha mãe, que não consegue andar sozinha de ônibus até Fortaleza, distante quarenta quilômetros daqui da Tapera. O trânsito estava surpreendentemente bom e chegamos rapidamente à cidade.

Após visitar a minha velhinha querida, com noventa e quatro anos, retornei passando antes pelo super-mercado, onde fiz algumas compras. Mas não encontrei o marreco que sempre compro nessa época do ano, consolei-me adquirindo duas boas garrafas de vinho português, uma de vinho do Dão e um "Quinta da Bacalhoa", para o almoço do meu aniversário que está marcado num restaurante à beira-mar, propriedade do Luca, jovem italiano que casou com a Isabel, filha de um pescador aqui do nosso litoral, e que montou a "Trattoria La Vivenda", onde servem uma bela pasta com frutos do mar.

Ainda deu para passar na casa da prima Telma, que fabrica lindos brindes de Natal, comprei alguns para presentear a uma festa da Casa de Melhor Idade. Tomei um cafezinho e batemos um papo ligeiro sobre as novidades da família, algumas delas preocupantes como o estado de saúde do primo Luciano. À tarde recebi setenta metros quadrados de grama para colocar no jardim da frente da Quinta do Pomar, reguei as palmeiras carnaúbas e dei uma série de telefonemas acertando detalhes de providências da casa.

No dia seguinte meus irmãos, eu e a maioria dos sobrinhos, fomos almoçar lá na Praia do Presídio à beira da piscina, em frente ao mar. Foi tudo perfeito! O Luca fechou a casa para nós, catorze adultos e duas crianças. Tivemos uma bela tarde com "spaghetti", camarão, bom vinho e curtindo a companhia da irmandade. Disse-lhes que "estava feliz por ter aquela família, que com certeza não era a mais perfeita do mundo, mas era a que Deus me tinha dado". Afinal vivemos de muitos encontros e alguns desencontros. Senti falta da Grazielinha, comemorando aniversário no mesmo dia em Brasília, e também dos seus bons rapazes, os jovens Kronenberger. Gostaria que os meninos da Ana Izabel também estivessem conosco, principalmente o neto, aquele japonesinho fabuloso, "o Kenzo". Também a Juliana que está nos Estados Unidos e que em todas as festas trabalha muito e contribui com sua nota de alegria. Não foi possível! Senti falta do Breno, morando lá na outra ponta do Brasil, em Rio Branco, da Cristina e do Vittorio. Mas cada um teve seus motivos para não poder vir! Deus os abençoe a todos!

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